
Um tempo depois de enviar uma carta a um amigo, "Carta ao amigo acidental" (2º post do blog: http://divalosofando.blogspot.com/2009/06/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html), recebi uma poesia dele. Poesia de Cris. L. Vieira:
"As vezes ando só
Mas ela sempre está comigo.
Sonolento,
Lavando o que tenho sujo
Ou deixando para outra hora...
Para contemplar o que não conheço,
Para assistir algo com os amigos
Ou com meu fantasma doce e complexo.
As vezes me pego só e cabisbaixo.
Algumas vezes rindo com os amigos.
Em outras andando em silêncio.
Nas piores, vendo ela partir.
Tudo e todos ficam turvos,
Quem vai ou quem fica não importa,
É com ela que desejo partir.
Solitário, tremo ante o inominável da existência,
Cruzo linhas inimigas,
Vejo por um caleidoscópio,
O muro, o velho muro.
Se ando, ando só e sem vizinhos,
Entre uma multidão de janelas,
Diante do amontoado de gentes,
Em sobrados pequenos,
em becos e cortiços,
Em meio à todo o saber do mundo.
Como um fantasma, eu vago só."