
Mas, quando dá fissura vai o que tem.
Este desenho eu fiz com as ferramentinhas básicas do paint.
A vampira ruiva que batizei de Valeska está desde junho esperando o Halloween para aparecer.
Olhando assim para o desenho, me lembro de um museu.
Vampiras de cabelos negros me parecem mais marcantes.
A Valeska tem ares de inocente...uma doçura, um jeito pacato...parece inofensiva. Só parece.
Gosto muito de histórias de terror. Tanto gosto que quando pequena ia inventando e assustando meus primos mais novos. Já cresceram e lembram até hoje. Tinham medo e curtiam! Até trilha digna de suspense eu criei para criar o clima nos momentos de maior tensão: um assobio muito legal. Faz tempinho que não conto as histórinhas. Basta surgir uma ocasião propícia. Ah!Agora lembrei que quando comecei a dar aulas de inglês numa escolinha no interior os alunos não tinham assim muito interesse. Queriam só saber da aula de educação física. Mas quando envolvi eles nas minhas hitórias, que contava em português misturado com inglês, as crianças ficaram parece que hipnotizadas e falavam tudo o que eu mandava, num inglês excelente!Passei o ano contando a mesma história. E eu inventava enquanto contava. O que era um desafio. Quando começava a falar não sabia o que ia acontecer, deixava o que vinha à cabeça fluir. O segredo é a capacidade de vizualização e o envolvimento. Se duvidar até eu acreditava nas minhas maluquices.
Hoje, dia 31 de outubro, o famoso Halloween ou Dia das bruxas, eu não vou inventar uma histórinha mas, deixo a Vampireska como um símbolo da minha apreciação pelo mistério, suspense, terror. Quem sabe um dia ela me inspire a criar uma história ainda que, cheia de clichês, só para divertir e assustar quem tiver o privilégio ou azar de me ouvir. Personagens com nomes americanos, paixões adolescentes, sangue, crueldade e, suspense...